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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

.CeDênCiA.



Peço passagem
Peço rápido
Passo a passo, peço
Passo a passagem
Passo rápido
Peço o passo... e passo.

.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"...5 mil PeÇaS & eLes dOis..."


Eu gosto de muito de montar quebra-cabeças. Pra mim não é tempo perdido, é tempo investido. Além de amadurecer a paciência, o raciocínio e a memória, me ajuda a pensar, refletir e ponderar as situações que estou vivendo. É um momento pra filosofar sobre minha vida, planos, sonhos e, como se diz, sobre a morte da bezerra.
Dia 30 de dezembro de 2014, tive o privilégio de ficar horas ajudando uma amiga a montar um quebra-cabeça lindo de cinco mil peças com ilustração de Romero Britto. Foi um dia especial. Não pelo jogo em si, mas pela companhia, pela presença, pelo tempo que passamos juntas.
Contudo, o que mais me chamou atenção foi quando seu marido se juntou a nós. Ela estava há algum tempo juntando peças de uma determinada parte do jogo. Então resolvemos parar e descansar um pouco. Quando voltamos, o marido dela estava naquela mesma parte do jogo e já havia unido várias outras peças. 
Num primeiro momento ela ralhou um pouco com ele por ele estar montando a "parte dela" e ele ficou se vangloriando por ter conseguido montar a "parte dela" muito mais do que ela, tudo isso numa boa, foi até engraçado. Fiquei só observando os dois. 
Por fim eles uniram a parte montada, que estava em uma mesa, ao restante do quebra-cabeça que estava sendo montado na base.
Depois de encaixarem aquele pedaço, tudo ficou ainda mais fácil e juntos eles conseguiram encaixar muito mais peças que estavam soltas e em menor tempo. Foi um bom trabalho em equipe. Cada um fez um pouco à seu tempo e individualmente, mas eles também fizeram juntos, em cumplicidade e ao mesmo tempo. E eu aprendi com aquilo.
Se relacionar é assim. Às vezes você tem que seguir sozinho e dar espaço para o outro, às vezes o que você oferece parece que não se encaixa com aquilo que você recebe. Mas, às vezes você tem que andar bem próximo pra conseguir enxergar melhor, abrir mão da "sua" peça para ajudar o outro a encaixar a peça dele. É um ceder e um colaborar.
E não é somente no final, com o quebra-cabeça pronto, que contemplaremos o quanto o esforço valeu a pena. Não. É durante, na convivência, no processo. Pois no fim do dia, quando fui embora, o quebra-cabeça não estava terminado, mas eu estava realizada, pois os laços haviam sido estreitados e eu havia aprendido muito com o quebra-cabeça de cinco mil peças e com eles dois.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"...2015 cHeGou..."


Sim, 2015 chegou e o meu desejo é que ele traga mais do que 4 textos como foi em 2014.
Creio que a palavra para o blog, em relação à 2014, seria "ausência". Minhas palavras, pensamentos, sentimentos estiveram silentes, ausentes e silenciosos. Ficaram reclusos. Preferi não compartilhar. Não houve "clima", tempo e o silêncio foi o maior barulho que pude fazer.
Por quê? Foram muitas razões. Mas tudo tem seu tempo, sua maturidade, seu lugar. E em 2014 o lugar para as minhas palavras foi aquele caderno com capa floral, e isso foi suficiente.
Contudo, agora, tenho a necessidade de expor aqui muitas coisas. Isso gera identificação, empatia, faz eu me sentir mais igual ao outro.
Sou uma pessoa que, de forma geral, tenho muitas crises. Me questiono, observo, penso e repenso. Minhas limitações são enormes e cada dia tenho mais vontade de mostrar ao mundo quanto sou imperfeita e quanto quero me tornar alguém mais tolerante, com os outros, mas principalmente comigo mesma.
Já me machuquei muito e chorei  de dor. Mas agora, quando olho para uma cicatriz sabe o que acontece?
 Eu sorrio! Por quê? Simples! 
Porque cicatriz não dói.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"...NoiTe dE ChUvA..."


É madrugada.
Não consigo dormir.
Chove lá fora e a janela está aberta.
O gotejar da chuva no telhado é como música. Boa música. Fazia semanas que não chovia.
Há lágrimas em meus olhos e elas desaguam em meu corpo pálido. A fonte de lágrimas nasce em meu coração angustiado.
Meu coração também está entregue...
Cada lágrima lava a minha alma e ela fica mais limpa, mais leve, mais leve.
Tomo banho de lágrimas. Banho quente e salgado e purificador.
Purificador.
Cada lágrima purifica a dor.
Fica a dor?
A gente sempre fica cansado e dorme depois de chorar muito. Somente o país do sono recebe bem os que vagueiam pelo país das lágrimas. Por quê? Não sei. É um mistério.
Há uma janela aberta em minha alma e ela se chama: olhos. É por ela que minhas lágrimas fogem, mas sou eu que acabo ficando livre!



=]

terça-feira, 30 de setembro de 2014

"...sObRe RoSas & ReLaCioNaMenToS..."


Sim! Foi o tempo e a qualidade do tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão especial, tão única, tão tua. 
Então não faça sua rosa chorar logo após tê-la feita sorrir por ter dito à ela o quanto ela era especial. Não a faça querer ficar em silêncio logo após tê-la feito ouvir você cantar para ela. Não faça sua rosa murchar mesmo depois tê-la regado com carinho. Não a faça se sentir desprezível como um espinho logo depois de tê-la feita se sentir delicada como uma pétala.
Não faças assim com tua rosa. Desta maneira deixas tua rosa confusa, magoada. Seria um desperdício se tua rosa se fechasse, não é mesmo? Afinal, você esperou tanto para que ela se abrisse e mostrasse suas belezas e mazelas. Agora que isto aconteceu não deixes que ela queira se reservar mais uma vez.
Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão especial, é o tempo que dedicas à tua rosa que faz você ser tão especial para ela. 
Por favor, tu é responsável por tua rosa. Tua rosa quer ser única para ti. Então, não a deixe desfalecer com palavras que machucam, com o silêncio que fere, com a indiferença que mata.
Lembra? Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. És responsável por tua rosa. E ela pediu para te dizer que te ama muito para aceitar que qualquer revoada de pássaros selvagens, que qualquer disparate de palavras não pensadas, que qualquer derramar de lágrimas de decepção e nem que tuas próprias atitudes te levem para longe dela.
Tua rosa já não é mais tão orgulhosa, tão vaidosa, tão teimosa. Porque ela quer ser melhor, quer ser especial, quer ser única, quer ser tua, quer ser a preferida.
Afinal, você suportou as lagartas com tua rosa, e agora não desfrutará com ela das borboletas?

terça-feira, 24 de junho de 2014

"...NoVo TemPo..."


Já faz algum tempo que não passo por aqui. Meus últimos registros, textos  e pensamentos não têm sido compartilhados. Às vezes é preciso guardar.
Guardar o coração, os sentimentos, os sonhos. Às vezes é preciso guardar e aguardar. 
Aguardar o momento de compartilhar o que ficou guardado. Aguardar para falar, mostrar, dividir, expor. Aguardar os processos, não pular as etapas, completar os ciclos. 
Também é preciso discernir o novo tempo. E hoje, esse tempo novo chegou. O que ficou guardado será compartilhado. Ainda que aos poucos, é preciso dar à luz ao que estava há tanto tempo sendo gerado. 
É preciso discernimento para guardar, paciência para aguardar e humildade para compartilhar. E e muita dedicação para desenvolver os três.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"... ThE AnGeL's VoiCe..."


Ao acordar, nesta manhã, assisti este vídeo e a voz dela foi a primeira coisa que ouvi. Foi como fazer meu espírito despertar, minha alma se sobressaltar, meu coração acelerar, minhas emoções correrem para um abrigo seguro.
Conheço muitas pessoas que cantam: amigos, amigas, parentes. A maioria é possuidor de uma voz afinada e, dentro de suas características, gostosa de ouvir. Mas a voz dela é única. 
Não sei explicar, nunca soube. Não é o timbre, a textura, o brilho, a afinação. Não. É algo que vem de dentro da alma dela. Mais que um dom, mais que saber cantar. Ela sabe tocar. Tocar meu coração com sua voz. 
Já ouvi muitas vozes lindas, mas a voz dela é uma das poucas que ouço, e sempre que ouço, me emociona, cura alguma parte de mim ainda não resolvida e principalmente, o que é muito raro acontecer quando ouço alguém cantar, a voz dela me dá vontade de viver.
Não sei explicar. Nunca soube. Mas a voz dela me faz querer levantar de onde estou prostrada e correr, voar, viver! A voz dela me faz querer ser livre!
Não é porque a conheço bem que digo essas coisas, na verdade nunca disse estas coisas antes nem pra ela e nem pra ninguém. Mas hoje, pela manhã quando ouvi a voz dela, foi como ressuscitar, depois já ter o corpo enterrado e cheirando mal. Foi como ser adornada de enfeites e atavios para o encontro nupcial depois de passar pela tristeza da viuvez. Foi como carregar nos braços o filho tão desejado, depois da certeza da infertilidade. Foi como ser lavada, vestida e recebida de volta depois de ter me distanciado da casa do pai e ter me perdido em caminhos que conduziam à perdição.
Nesta manhã, ouvir a voz dela foi como recobrar a memória e lembrar que estar viva é o melhor presente que eu poderia ter recebido nesta manhã e em todas as outras que antecederam o dia de hoje.
Mais que a voz de um anjo, a voz dela é a voz um de ser humano, tão humano como eu e qualquer outro humano sujeito a dores, sofrimentos, decepções. Contudo, ela canta. Enquanto canta, se torna livre. Canta a dor que se foi, mas celebra a cura que é vindoura e, eu creio, duradoura.
Mais que um anjo, que um ser humano, que uma mulher, que uma cantora. Eu, felizmente, tenho o privilégio de chamá-la de irmã e amiga. E, para mim, o nome de sua voz é: bálsamo.
Não sei explicar. Nunca soube. Nunca saberei! Só posso agradecer.

Carpe Diem!



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"...Lar DoCe Lar..."


Hoje completa 1 ano e 3 meses que estou morando em Belo Horizonte. E posso afirmar que, a partir daqui, tenho tido novos horizontes. Alguns realmente belos e outros nem tanto.
Tem sido uma jornada de muitos desafios, lágrimas, saudade, renúncias. Mas tem sido um tempo de muito crescimento, conquista, superação.
Chorei com cada decepção, com cada palavra dita, com cada palavra não dita. Chorei com algumas mudanças que foram obrigadas a acontecer. Mas, chorei também quando ganhei um fogão, uma geladeira, um mixer, um liquidificador, um colchão, uma cama e principalmente quando ganhei (e ganho) amigos, uma nova família.
Agora me sinto mais em casa do que antes. Eu tenho um lar. Simplesmente porque aceitei que há um tempo e um lugar para cada coisa acontecer. E este é o meu lugar neste tempo. E estou feliz com isto.
Mesmo morando sozinha, sempre que chego em casa eu me sinto bem-vinda. E não há nada melhor do que falar com as paredes e saber que elas sorriem enquanto estão me ouvindo.
Que muitos outros anos se completem, aqui ou em outro lugar, não importa onde, desde que seja no tempo certo, desde que seja num lugar que eu possa chamar de lar.


Carpe Diem!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"...LiVrE, LeVe & SoLTa..."


Os pássaros estavam presos. Minhas lembranças também. Minha vida toda. Eu toda. Presa. Medíocre. 
Rupturas foram necessárias para aprender a voar. Cair foi necessário para aprender a levantar. Rastejar foi necessário para aprender a subir mais alto.
Ainda não terminou. Há muito que vencer, conquistar, deixar pra trás. A vida é uma constância de inconstâncias, repleta de voltas e reviravoltas. Mas, voltar aos laços que me prendiam? Não. Nunca mais. 
Agora, os pássaros estão livres. Minhas lembranças também. Minha vida toda. Eu toda. Livre. Livre.

Carpe Diem!

terça-feira, 9 de julho de 2013

"...SobRe PesSoaS, SeGuiR em FrenTe e OuTroS DeSaFioS..."


Quanto tempo não passo por aqui. Muitas palavras foram perdidas, outras não publicadas, algumas ainda guardadas. Mas eu sigo caminhando. Foi um tempo para mim. Tempo de muitas mudanças, de tomar decisões, aprender a ser firme nas escolhas tomadas. Tempo de renúncia e tempo de reconquistas.
Foi e tem sido um tempo para descobrir os verdadeiros amigos: aqueles que não desistiram, que não se distanciaram, que choraram comigo, caminharam mais uma milha, que se alegraram com os desafios que tenho vencido. 
Neste tempo percebi que são poucos os que permanecem ao nosso lado em tempo de desesperança e que é na escassez que os verdadeiros amigos se revelam.  Percebi que são poucos os que carregam caixas com você, que sobem escadas com você ainda que tenham calos nos pés, que abrem a porta de sua casa, de seu carro, de sua carteira, de seu coração. Poucos os que ainda te mandam uma mensagem, um recado, te ligam, te enviam uma carta, um desenho, um recorte, uma música, um chocolate. Só pra te encorajar, quando não há muito que eles possam fazer.
Percebi também que nem todo mundo que abre a porta da casa pra você está dizendo que você é bem vindo, nem todo mundo que sorri pra você é seu amigo, nem todos que perguntam "como você está" se  importam realmente com isso.
Nesses dias percebi que a ajuda e o socorro vêm, na maioria das vezes, de onde você não esperava, não cogitava, não imaginava. E vêm de uma forma que você nem pensaria ser possível. Percebi também que quando a ajuda não vem de onde ou de quem você gostaria e esperaria que viesse isso não quer dizer que o outro não tenha tentado, se importado, ou desejado ajudar; quer dizer apenas que cada um faz suas próprias escolhas e nem todo mundo tem que dar conta dos vícios que você carrega.
Neste tempo percebi que todo o dia eu tenho a oportunidade de fazer escolhas melhores, que se eu cair não preciso permanecer no chão, que se eu conseguir lograr algo devo comemorar, que se eu sentir saudade posso chorar, que se eu for desafiada não preciso provar nada pra ninguém. Também percebi que não preciso carregar certas coisas, ter certos relacionamentos, suportar certas situações, conviver com certas pessoas, chorar certas lágrimas, e passar vontade de comer certas coisas. Afinal, cada um tem aquilo que tolera. É preciso reconhecer o que damos conta ou não.
Percebi que minha vida é única e quem realmente me ama dará um jeito de caminhar comigo, saber de mim, mandar notícias. Pois tenho aprendido a viver com bem pouco, em todos os sentidos, mas tenho aprendido também que não preciso procurar migalhas no lixo de ninguém. 
Meu muito obrigada para aqueles que têm permanecido comigo nesse tempo de deserto. Para os demais, vamos seguir em frente, sem ressentimentos. A vida segue e eu também.

Carpe Diem!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

"...AuSênCia cRiaTiva?..."


As ideias não vem, não fluem. Me sinto contra a parede, imobilizada. Me sinto estagnada como um poeta diante de um papel em branco desejando manchá-lo por uma palavra qualquer.
Mas a única presença é a ausência de algo concreto. Dar tempo para algumas sementes maturarem é preciso. Contudo, às vezes, é desesperador.



segunda-feira, 4 de março de 2013

"...PáSsaRo aLaRanJaDo..."


"Pássaro, estás passando por tudo isso. E ainda sorris. Obrigada por comprar a briga e guerrear comigo até o fim. Sabes que eu já tinha desistido. Mas o confronto foi necessário. Lágrimas ainda caem. Mas os sorrisos são mais frequentes também.
Pássaro, as coisas já estão bem melhores, não é? Os primeiros dias foram mais difíceis. No começo a gente tem medo de voar. Quando a gente fica preso por muito tempo, acaba ficando com medo de ser livre. Mas não é vergonhoso ser aquilo que nascemos pra ser, não é verdade?
Obrigada, Pássaro Alaranjado! Estamos passando por tudo isso enquanto você dirige e eu troco as marchas, enquanto eu coloco os pés na janela e você toca violão, enquanto caminhamos e Ele cuida de nós."

Carpe Diem!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

.NoiTe.

É um portão
que me abraça
Enquanto minha alma
embala
a escuridão 
que carrego
em meu peito.
Solidões amigas
de um abismo
sob minha cabeça.
Desamparos que me
cercam.

Mas eu luto
(constantemente)
Tento.
Tudo
está sucumbindo.

É um portão
que me abraça
Depois que descubro
que
sou órfã ilegítima.

Minha herança é
um coração livre.

(1702013)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

"...DeiXe-mE iR, Pai..."


Quando nasci, eu era mais que um bebê gordinho e fofo que você passou a chamar de "xuxuzinho". Quando nasci eu também ganhei asas, pai, como todo mundo ganha. Mas tem gente que passa a vida inteira sem usar as asas que têm e sem sequer saber que as possui. Nós não, pai. Nós escolhemos voar.
Precisei me lançar do confortável ninho, pai. Somente assim se aprende a voar: se arriscando. Então, deixe-me ir, pai.
Sei que é difícil pra você se despedir, não estar por perto, cuidando, protegendo, me segurando no colo. Mas, pai, ainda assim você é o meu pai, não se preocupe. Aprenderei a voar direitinho. Tenho belos exemplos. Você e a mãe voam muito bem. E eu sempre vou amá-los pra sempre.
Contudo, a gaiola não suporta mais minhas asas. É mais seguro lá dentro, eu sei, o risco de morrer é menor, verdade. Mas é injusto ser alimentada na boca quando, com minhas asas, posso voar e levar alimento para outros. Preciso também aprender com outros. Por isso, deixe-me ir, pai.
Ainda precisarei de você, sua ajuda, seu amor, seu humor, sua sabedoria. Você é o melhor homem do mundo; o homem mais engraçado, inteligente, amoroso, atencioso que conheço. Meu herói. Ainda precisarei tanto, tanto de você. Tanto precisarei que, exatamente agora, estou precisando. Preciso que deixe-me ir, pai.
A saudade sempre nos acompanhará, mas a esperança do reencontro também. Lembra, pai? "Não podemos segurar aquilo que quer e precisa partir". Preciso ir com sua benção, pai. É difícil pra mim também. Mas chegou a hora. Sabíamos que isto aconteceria antes ou depois. E foi agora.
Estou me desapegando de muitas coisas do meu passado e estou dando uma chance ao meu futuro. Por isso, no hoje, deixe-me ir, pai. Este é o meu presente.
Tudo poderia ter sido tristemente pior. Nós sabemos disso, pai. Eu poderia não estar mais aqui. Mas aqui estou. Ainda que partindo, estou aqui, estou na vida. Estou viva.
Apenas vivos vem e vão, chegam e partem, se despedem e se reencontram, pai. Apenas vivos se arriscam e usam as asas que têm. Pois só se pode voar enquanto se está vivo. Estou viva. Então, deixe-me ir, pai.
Sei que posso voltar sempre que for necessário, pois já encontrei meu lugar no seu coração e no coração da mãe. E esse era meu maior sonho, pai. E agora, esse lugar é pra sempre meu, não importa onde eu esteja.
Mas por agora, preciso ir, com todas as suas recomendações, orientações, cuidados e amor. Mas, eu vou. 
Por isso, deixe-me ir, pai.

Carpe Diem!

(0409012)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

.vai.menino.


Vai menino 
caminhando, 
e nem olhes aqui pra trás.
Não perde
teu tempo comigo,
já, já serás um rapaz.

Deixe-me aqui
onde é meu lugar.
Não tenho mais
como te importunar.

O caminho
te reserva
muitos desafios.
Alguns mais cálidos
outros 
mais sombrios.

Não voltes teu olhar
para as pegadas
que somem.
Olha pra frente,
já,já serás
um crescido homem.

Então, vai.

Vai menino
caminhando,
deixa-me aqui
sozinha.
Segue em frente,
o caminho é excelente.
E eu não passo
de pedrinha.



sábado, 16 de fevereiro de 2013

"...ainDa..."

Às vezes, você precisa apenas seguir caminhando.
Não deve parar pra pensar se vai chover ou se a noite está chegando ou o quanto seus pés doem. Não. Nada disso. Pois essas coisas poderiam te fazer parar por um tempo ou, pior, poderiam te fazer não prosseguir nunca mais.
As circunstâncias poderiam te imobilizar, o medo te faria recuar e sua dor poderia te fazer retroceder. Isso seria ainda mais cruel, depois de você já ter percorrido um longo caminho.
Às vezes, você deve fechar os olhos e sentir o vento no rosto enquanto caminha devagar. Você não precisa se desesperar, correr, se apressar.
Basta apenas não desistir de si mesmo.
Ainda que com lágrimas, dor, solidão, às vezes, você precisa apenas seguir caminhando.
E em frente.

Carpe Diem!

domingo, 16 de dezembro de 2012

"...MudAnÇa..."



Às vezes é necessário o remover, a bagunça, a confusão. Tirar das caixas algumas coisas guardadas e deixá-las expostas. Para que as coisas que estavam ocupando o espaço errado, encontrem seu lugar.

Carpe Diem!



(1005012)


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"...Uma CarTa PaRa Ele..."



"Meu amor! (Se é que ainda posso te chamar assim)

Te deixei te lado, confesso. Fiquei com raiva e te esqueci. Andei sozinha por um tempo, achando que isso me bastaria. Mas o vazio da tua falta persistiu em mim. 
Contudo, não te procurei de volta. Te substituí por outro alguém. E assim... Me feri. Causei em mim tantas dores desnecessárias. No meio disso, magoei outros e outras também. Me culpei, me feri novamente. Quis voltar... Fiquei com vergonha sem jeito. Não sabia o que te dizer, nem como te olhar outra vez. E na verdade, confesso, ainda não sei. Eu nunca deveria ter te mandado embora de casa.
Enfim... Errei, errei de novo, e de novo e ainda errarei. Eu sei. Mas te peço perdão. Te quero de volta... Ainda hoje. Se quiseres voltar... Bem, a porta não está mais trancada, e a partir de hoje estará sempre aberta pra você.

Tua sempre."


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

.poema.

Reconhecer, desabafar, exprimir.
Falar o que machuca sem que o outro tenha que insistir.

Às vezes é difícil falar a verdade,
mas é necessário. 
Sentir dor de saudade,
e ficar solitário.

É melhor falar sem demora,
mesmo sabendo que ser sincero dói. 
Às vezes é preciso chorar agora
pra gente poder sorrir depois. 


Desprender, desapegar, despedir. 
Não segurar aquilo que precisa partir.

Dizer adeus seria um martírio
por isso prefiro um "até logo".
Pois eu tenho um belo lírio
que não o deixo secar, nem o afogo.

Mantenho-o bem vivo,
ainda que ele me traga saudade.
Pois tenho um bom motivo,
ele representa uma linda amizade.


Crescer, recomeçar, reconstruir.
Deixar o outro ser livre não quer dizer desistir.

É apenas dar espaço
para o outro não sufocar.
Andar no mesmo passo
sem fazê-lo tropeçar.

É entender que o recomeçar
às vezes está na despedida.
É fazer do pedir perdão e perdoar
um novo ponto de partida.


Fortalecer, perseverar, prosseguir.
Mesmo com lágrimas, amar é sempre investir.

Contudo, ainda que doa,
amar é também corrigir.
Pois quando se quer o bem de uma pessoa,
a gente não quer vê-la se ferir.

Investir não é se anular nem se perder,
aceitando do outro apenas migalhas.
Mas é no se doar também se conhecer,
pois todos estamos sujeitos a erros e falhas.


Agradecer, amar, dividir.
Ser grato pelo que se tem é valorizar, é não desistir.

Amizade também é feita com conversa e risada,
mas às vezes é preciso ouvir e calar.
Pois choro e silêncio fazem parte da caminhada,
às vezes só depois disso, a gente pode continuar.

E ainda que necessário um tempo silente,
não quer dizer que o outro não amamos.
Pois somos responsáveis eternamente
por aquilo que cativamos.



domingo, 9 de dezembro de 2012

"..PaRa aQueLa RuiVa..."



Hoje acordei com saudade de você. Saudade que doeu. Que me fez chorar. Pensei em te ligar, mas as palavras não vinham. Fiquei apenas lembrando do seu jeito de ser: tímida, calada, engraçada, batalhadora, criativa, companheira, incentivadora, amiga.
Ah! Como te amo! Queria você sempre por perto, sempre comigo. Mas, mesmo na distância posso demonstrar o meu amor, carinho e admiração. Logo te darei um super abraço e te farei muitas cócegas do jeitinho que você tanto gosta. Saudade de você. Amo você, eu amo você!

Carpe Diem!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"...Toc-Toc-Toc..."


Gosto de surpresas na porta de casa. Mas a escolha não é minha deixá-las ali ou não.
Você não pode impedir que o inesperado bata à sua porta, mas você pode escolher se ele vai entrar ou não em sua casa. E isso nem sempre é simples. Têm coisas que apenas acontecem e você nem quis evitar, deixou acontecer. Outras poderiam ter acontecido, e você nem se esforçou pra alcançar isso. Às vezes, ou, na maioria das vezes a gente é assim mesmo: inconstante.
Contudo, ainda gosto de surpresas na porta de casa. Se elas entrarão ou não, já é escolha minha, ao menos isso.

Carpe Diem!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"...eLa, Eu & uM aDeuS..."


Estamos juntas há muito tempo. Nós nos conhecemos muito bem. Ela conhece todas as minhas histórias. Ela esteve comigo em todo meu passado, e está presente no meu presente. Mas ela não é bem vinda no meu futuro. E isso está trazendo problemas, discórdias e discussões entre nós. Ela não pode mais caminhar comigo. Contudo ela é minha e eu a quero.
Eu sei que ela não me faz bem, que ela tem acabado com quase todos os meus sonhos, esperanças e anseios. Ela têm com um desvelo traiçoeiro roubado meu ânimo, meu fôlego, minha vida. Ela é quem me causa lágrimas, vazio, angústia, desespero. Por causa dela tenho vontade de fazer coisas funestas. Ela, definitivamente, não me faz bem. Mas ela é minha.
Ela está comigo há muito, muito tempo. Eu já me acostumei com ela. Ela faz parte da minha vida, da minha rotina, da minha arte, dos meus relacionamentos. Ela opina, discorda, obriga, manda e desmanda. Ela que diz como será meu dia, minha semana, meu mês. Ela é exigente, egoísta, obstinada em garantir seu lugar na minha vida. Ela é minha.
Ela me conhece muito bem, eu a conheço também. Eu a quero muito. Mas já não posso mais conviver com ela. Não estou mais suportando suas artimanhas. Ela me consome o tempo, a energia, as ideias, a vitalidade. Ela me suga completamente e mesmo quando estou exausta ela exige mais e mais. Nunca está satisfeita. Nada é suficiente para ela. Por isso, mesmo ela sendo minha e eu a querendo muito, preciso me despedir.
Essa despedida dói demais. É uma ruptura demorada, pois são muitos anos caminhando juntas todos os dias, o dia todo. É difícil pensar como serão meus dias sem ela. Em quem vou me apoiar, me sustentar? Quem vai me dizer pra onde ir e o que fazer? Quem vai me aconselhar, me direcionar? Quem embalará meu sono, fará minha comida, arrumará meu cabelo? 
Eu sei que ela não me faz bem mas eu me acostumei a fazer tudo junto com ela e agora depois de tanto tempo como vou viver sem ela? Será que eu saberei como viver sem ela? Dependi dela pra tudo até aqui e agora simplesmente tenho que aprender a viver sozinha e mandá-la embora?
Infelizmente, ela ficou mais tempo do que é saudável ficar. Ela passou o limite da normalidade. Ela foi além do que poderia ter ido. Depois de fazer o bem que deveria ela continuou comigo. Então seu bem se tornou em mal. Não a culpo totalmente, eu deixei ela ficar. Um dia, mais um dia, e assim anos se passaram ela ficou definitivamente. No começo era bom, pois eu a controlava e ela me fazia companhia. Mas então as coisas foram mudando, ela foi crescendo e tomando uma proporção maior que a minha capacidade de contê-la. E assim, ela me dominou.
Ela é minha. Mas eu sou muito mais dela agora. Me entreguei a ela, me rendi a ela. Agora é difícil me despedir, me tomar pra mim mesma novamente, me arrancar das mãos dela, me resgatar. Mas é preciso. Eu preciso. Pois mesmo querendo-a muito eu sei que não dou mais conta de estar com ela. Ela está furiosa por causa disso, e eu triste. Mas teremos que nos despedir. Já está decidido.
Isso é urgente pois ela está me matando aos poucos e talvez eu precise matá-la duma só vez. Ainda me pergunto o que é pior: assassina-la friamente ou permitir que ela me leve ao suicídio? De um jeito ou de outro o adeus será necessário. Então que seja do jeito melhor. Pois retroceder não é mais minha opção.
Que ela seja sacrificada.