quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"... ThE AnGeL's VoiCe..."


Ao acordar, nesta manhã, assisti este vídeo e a voz dela foi a primeira coisa que ouvi. Foi como fazer meu espírito despertar, minha alma se sobressaltar, meu coração acelerar, minhas emoções correrem para um abrigo seguro.
Conheço muitas pessoas que cantam: amigos, amigas, parentes. A maioria é possuidor de uma voz afinada e, dentro de suas características, gostosa de ouvir. Mas a voz dela é única. 
Não sei explicar, nunca soube. Não é o timbre, a textura, o brilho, a afinação. Não. É algo que vem de dentro da alma dela. Mais que um dom, mais que saber cantar. Ela sabe tocar. Tocar meu coração com sua voz. 
Já ouvi muitas vozes lindas, mas a voz dela é uma das poucas que ouço, e sempre que ouço, me emociona, cura alguma parte de mim ainda não resolvida e principalmente, o que é muito raro acontecer quando ouço alguém cantar, a voz dela me dá vontade de viver.
Não sei explicar. Nunca soube. Mas a voz dela me faz querer levantar de onde estou prostrada e correr, voar, viver! A voz dela me faz querer ser livre!
Não é porque a conheço bem que digo essas coisas, na verdade nunca disse estas coisas antes nem pra ela e nem pra ninguém. Mas hoje, pela manhã quando ouvi a voz dela, foi como ressuscitar, depois já ter o corpo enterrado e cheirando mal. Foi como ser adornada de enfeites e atavios para o encontro nupcial depois de passar pela tristeza da viuvez. Foi como carregar nos braços o filho tão desejado, depois da certeza da infertilidade. Foi como ser lavada, vestida e recebida de volta depois de ter me distanciado da casa do pai e ter me perdido em caminhos que conduziam à perdição.
Nesta manhã, ouvir a voz dela foi como recobrar a memória e lembrar que estar viva é o melhor presente que eu poderia ter recebido nesta manhã e em todas as outras que antecederam o dia de hoje.
Mais que a voz de um anjo, a voz dela é a voz um de ser humano, tão humano como eu e qualquer outro humano sujeito a dores, sofrimentos, decepções. Contudo, ela canta. Enquanto canta, se torna livre. Canta a dor que se foi, mas celebra a cura que é vindoura e, eu creio, duradoura.
Mais que um anjo, que um ser humano, que uma mulher, que uma cantora. Eu, felizmente, tenho o privilégio de chamá-la de irmã e amiga. E, para mim, o nome de sua voz é: bálsamo.
Não sei explicar. Nunca soube. Nunca saberei! Só posso agradecer.

Carpe Diem!