sábado, 30 de junho de 2012

"...mEiO a MeiO..."


Esse semestre começou com muitas interrogações pra mim. Período de decisões, mudanças, erros, acertos. Do jeito que a vida é. E não podemos fugir do que a vida é: das surpresas boas e não boas que ela traz. Por mais que a gente queira se esconder dela, a vida sempre encontra uma maneira de ser viva na gente.
Amanhã outro semestre inicia, e como o anterior, começa com muitas outras interrogações pra mim. Estou indo em busca de algumas respostas, talvez encontre, talvez não. Outras respostas podem nunca vir e outras virão de graça. Seja como for, não estou fugindo da vida. Estou caminhando com ela nesse caminho chamado Desconhecido.
Metade desse ano já trilhei e outra metade está por vir. Aproveito cada passo, mesmo que ás vezes tropeçando. Vou vivendo o hoje, afinal ninguém sabe quando virá a sua hora e eu tão pouco sei a minha. Se minha hora fosse hoje, eu iria feliz. Feliz pelo perdão que recebi, pela vida que desfrutei entre lágrimas e sorrisos. Feliz pelos amigos que conquistei, pela família que ganhei e por aqueles que amei. Iria agradecida. Iria em paz.
Sou grata a todos, grata à vida, grata a Deus.
Carpe Diem!


quinta-feira, 21 de junho de 2012

"...LáGriMaS dE OuToNo & SoRriSos dE InVeRno..."


Finalmente o inverno chegou deixando pra trás uma contagem regressiva que parecia nunca ter fim. Não era apenas ânsia por um clima diferente, mas o desejo de ver surgir um novo tempo, uma nova estação. Uma nova estação na minha vida. Esse novo inverno significa que ainda não há flores bonitas, sorrisos abundantes, é verdade. Contudo, significa que as folhas secas já caíram todas, as lágrimas não são mais abundantes também.
Enquanto chovia dentro de mim me emprestaram um guarda-chuva, mais que isso, seguraram-no pra mim. Estiveram comigo enquanto cada dor, ferida e tristeza ficava exposta como uma árvore que perde todas as suas folhas no outono, precisando sobreviver à vergonha de sua nudez. Não me deixaram no meu momento de feiura. Mesmo sem muito a oferecer, alguns pássaros se mantiveram à minha volta, me assistindo com paciência e esperança.
Muitos não entenderão, mas sim, contei os dias para a chegada deste inverno.
Que venha o frio e me refresque com seu arzinho gelado e que ele repouse sobre meus machucados que ainda ardem, mas que já não sangram mais, me dando frescor e alívio. Que venha o frio e que ele, mesmo esfriando minhas mãos, me obrigue a manter o coração aquecido. Que venha o frio com seus fortes ventos, pois é a fumacinha quente saindo da minha boca que me ajudará a lembrar que respiro, que estou viva. Pois é preciso aprender com cada estação da nossa vida.
E agora, quando eu sorrir será por lembrar que o inverno chegou, será para aqueles que estiveram comigo antes e ainda estão agora, será por gratidão. Neste inverno, quando eu sorrir será pela iminência de uma primavera que chegará com árvores de ramos mais fortes, alimentos para os pássaros, ipês floridos, borboletas coloridas. E, neste inverno, quando eu chorar será de alegria pelas bênçãos logradas, amizades mantidas, dores saradas. E aquelas lágrimas de solidão, medo e vergonha estarão na estação passada. E ouso dizer, que agora já são apenas lágrimas de outono. Pois finalmente o inverno chegou e sorrisos vieram com ele.
Carpe Diem!

domingo, 17 de junho de 2012

.Por.QuE.Não.VoaR?

Passarás por tudo isso.
Não se chateie assim.
Olha-te no espelho,
lembra das tuas cores.
Olha-te no espelho,
lembra dos teus amores.
Passarás por tudo isso, Pássaro.
Não se prenda, não se deixe capturar.
Voa, voa!
Sejas livre como és.
Tormenta e tempestade,
as duas te acompanharão.
Mas raio de sol e brisa suave
presente também se farão.
Passarás, por tudo isso.
Não se conforme assim.
Olha-te no espelho,
lembra das tuas asas.
Olha-te no eseplho,
lembra das tuas aspirações.
E cada vez que voas,
que cantas,
que choras,
que voas de novo,
já estás passando por tudo isso, Pássaro.
Olha-te no espelho,
lembra o caminho que percorreste.
Olha-te no espelho,
há futuro, por que não morreste.
Cada vez que escolhes viver,
estás passando por tudo isso.
Cada vez que passas por tudo isso,
vives.
Vive, não se chateie assim.
Pássaro!
Passarás por tudo isso.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

.AdEuS.


Me despeço,
com dor de partida.
Confesso,
odeio despedida.

Se eu olhar pra trás
me sentirei incapaz,
por isso te deixo ir.
Vá duma vez,
sem nenhum talvez,
sem se despedir.

Fiquei acostumada
a me sentir culpada
nesses vinte anos.
Já chorei demais,
e não ouvirei mais
seus sutis enganos.

Odeio despedida.
Mas amo minha vida,
amo tanto os dias meus.
Por favor vá embora,
serei livre agora.
Por isso e pra sempre: adeus!