segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"...A ForÇa dAs áGuaS..."


Chovia. Chovia e chovia. Na madrugada do dia 08 de setembro, uma quinta-feira a enchente veio com tudo, foi a maior no alcance e volume das águas nos útimos
27 anos em Blumenau-SC. O rio chegou em 12,80 metros a cima do nível normal, ninguém devia sair de suas casas, muitos ficaram sem água e a luz também foi cortada em alguns lugares. O centro da cidade ficou todo inundado e muitos bairros também ficaram sem nenhum tipo de acesso. Ao menos que se tivesse uma canoa é que se podia fazer algo além de esperar, porque não tinhamos como chegar até algumas pessoas. Alguns estavam em lugares onde havia risco de desmoronamento e muitas pessoas já nas primeiras horas de enchente estavam em abrigos.
A defesa civil informava toda hora as previsões de niveis do rio aí a gente ia sabendo como seria e tínhamos como nos preparar. Mesmo assim muita gente não teve como retirar as coisas de suas casas em tempo. Aqui em casa tínhamos reserva de comida porque fomos nos preparando, mas no mercado as filas eram enormes, meu pai ficou mais de 1 hora na fila para comprar uma caixa de leite. E eles limitavam a quantidade de alimentos por pessoa, sem contar os lugares que aumentaram os preços dos alimentos abusivamente. Foi uma sensaçao horrível. Parecia que estávamos em guerra, que o mundo iria acabar, sem água, sem luz e acesso limitado a comida.
A chuva parou após alguns dias e o sol veio com força. As águas foram baixando mas a cidade ficou cheia de lama e lixo. Parecia mesmo que havia acontecido uma
guerra. Foi um processo muito demorado até o rio voltar ao nivel normal e a cidade também. Muitos faziam mutirão para ajudar na limpeza das ruas, casas, estabelecimentos comercias, escolas, etc..
Aqui em casa ficamos seguros, apesar de que não tivemos acesso a muitos lugares, mas não é área de risco. Nosso bairro ficou alagado, mas nossa casa não foi atingida. Mesmo assim orem por nós, principalmente pelas famílias que estão desabrigadas e para que Blumenau tenha ânimo para se erguer mais uma vez. Pois tenho certeza que a força das águas não foram maior que a força dos blumenauenses. Recomeçar!