terça-feira, 9 de julho de 2013

"...SobRe PesSoaS, SeGuiR em FrenTe e OuTroS DeSaFioS..."


Quanto tempo não passo por aqui. Muitas palavras foram perdidas, outras não publicadas, algumas ainda guardadas. Mas eu sigo caminhando. Foi um tempo para mim. Tempo de muitas mudanças, de tomar decisões, aprender a ser firme nas escolhas tomadas. Tempo de renúncia e tempo de reconquistas.
Foi e tem sido um tempo para descobrir os verdadeiros amigos: aqueles que não desistiram, que não se distanciaram, que choraram comigo, caminharam mais uma milha, que se alegraram com os desafios que tenho vencido. 
Neste tempo percebi que são poucos os que permanecem ao nosso lado em tempo de desesperança e que é na escassez que os verdadeiros amigos se revelam.  Percebi que são poucos os que carregam caixas com você, que sobem escadas com você ainda que tenham calos nos pés, que abrem a porta de sua casa, de seu carro, de sua carteira, de seu coração. Poucos os que ainda te mandam uma mensagem, um recado, te ligam, te enviam uma carta, um desenho, um recorte, uma música, um chocolate. Só pra te encorajar, quando não há muito que eles possam fazer.
Percebi também que nem todo mundo que abre a porta da casa pra você está dizendo que você é bem vindo, nem todo mundo que sorri pra você é seu amigo, nem todos que perguntam "como você está" se  importam realmente com isso.
Nesses dias percebi que a ajuda e o socorro vêm, na maioria das vezes, de onde você não esperava, não cogitava, não imaginava. E vêm de uma forma que você nem pensaria ser possível. Percebi também que quando a ajuda não vem de onde ou de quem você gostaria e esperaria que viesse isso não quer dizer que o outro não tenha tentado, se importado, ou desejado ajudar; quer dizer apenas que cada um faz suas próprias escolhas e nem todo mundo tem que dar conta dos vícios que você carrega.
Neste tempo percebi que todo o dia eu tenho a oportunidade de fazer escolhas melhores, que se eu cair não preciso permanecer no chão, que se eu conseguir lograr algo devo comemorar, que se eu sentir saudade posso chorar, que se eu for desafiada não preciso provar nada pra ninguém. Também percebi que não preciso carregar certas coisas, ter certos relacionamentos, suportar certas situações, conviver com certas pessoas, chorar certas lágrimas, e passar vontade de comer certas coisas. Afinal, cada um tem aquilo que tolera. É preciso reconhecer o que damos conta ou não.
Percebi que minha vida é única e quem realmente me ama dará um jeito de caminhar comigo, saber de mim, mandar notícias. Pois tenho aprendido a viver com bem pouco, em todos os sentidos, mas tenho aprendido também que não preciso procurar migalhas no lixo de ninguém. 
Meu muito obrigada para aqueles que têm permanecido comigo nesse tempo de deserto. Para os demais, vamos seguir em frente, sem ressentimentos. A vida segue e eu também.

Carpe Diem!