domingo, 31 de janeiro de 2010

"...cRi Cri cRi..."


Este Sr.Grilo foi mais um visitante inesperado que veio "conversar" comigo numa noite dessas. Ele ficou um tempão na varanda me deixando fazer carinho nele. Confesso que estranhei a docialidade do inseto. Mas ele me parecia tão solitário. Sim! O grilo estava "grilado".
Naquele momento me identifiquei com o lindo bichinho verde brilhante. Também estava me sentindo solitária.
Tem coisas que não podemos evitar e explicar, simplismente acontecem. A questão é: como vou reagir? Geralmente é nossa atitude em circunstâncias desfavoráveis que determinam se vamos permanecer ou retroceder.
Eu me senti e só. Não soube pedir ajuda ou buscar companhia. Já o Sr. Grilo não se deixou abater, ele foi "pedir" socorro, procurar companhia. Ele prosseguiu apesar da solidão. E eu estou aprendendo a lição.
Perseverar, meu desafio pessoal.


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

.Fé.dEmAiS.


Vendi minha fé
Estava ocupado demais para crer.

Tantos compromissos, congressos,
convites e ingressos.
Tantos retiros, palestras
e eventos para promover.
Muitos mitos, ritos,
e livros para ler.
Não tinha tempo para crer.
Precisava me unificar com o cosmo,
meditar, acender vela.
Gostava de cantar hinos
com a banda ou à capela.
Precisava me confessar,
e também ouvir o sermão.
Não tinha tempo para ser amigo
somente para ser irmão.
Precisava fechar as brechas do sistema,
decorar as leis e a liturgia.
Não podia faltar a célula,
a seção,a reunião e a terapia.
Estava engajado na fraternidade,
no pensamento positivo,
e no círculo de oração.
Lembrava do social e esquecia da ação.
Tinha que dar o dízimo
e fazer obra de caridade
Buscava o poder, o mover,
o zen e a castidade
Me ocupava com o jejum,
o “a-hum”, e a novena.
Me entregava às regras,
á penitencia e a quarentena.
Tantos métodos, mantras,
técnicas e praticismo.
Não tinha tempo para fé,
Somente para o emocionalismo.
Estava muito empenhado
em decifrar o estatuto,
a matéria, o dogma e
o transcendental.
Não tinha tempo para ser humano,
só para ser sobrenatural.
Minha bagagem estava repleta
de ídolos, amuletos e superstição.
Tinha que lançar cd´s, publicar livros,
e ser o primeiro na premiação.
Precisava subir as escadas de joelhos,
me auto flagelar
e andar quilômetros a pé.
Não tinha lugar para a fé.
Estava ocupado arrebatando multidões,
sendo extravagante e radical.
Não tinha tempo para dar assistência,
somente para ser social.
Precisava entender o antigo e o novo,
o sagrado e o profano.
Descobrir meu potencial interior.
Não tinha tempo para fé,
Somente para a ‘paz e amor’.
Estava ocupado demais para crer.

Vendi minha fé por religiosidade,
e agora tenho mais tempo
para ficar me olhando
na frente do espelho
e agregar valor àquilo que é futilidade!


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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"...AnO nOVo..." ...viDa NoVa?


"Para onde Deus me conduzirá neste ano?"
E assim fiquei a pensar nestes primeiros dias de 2010. E concluí que "não". Ano novo não quer dizer vida nova para quem continua de braços cruzados a observar pela janela o que acontece na casa do vizinho, para quem continua com medo de sair na chuva, para quem continua olhando para o passado quando há muito deveria estar olhando para frente enquanto desfruta o presente. Se você continua fazendo as mesmas coisas, como espera resultados diferentes?
Concluí também que "sim". Ano novo quer dizer vida nova para quem se arriscar a sair da janela, acenar para o vizinho e a cuidar do próprio jardim, para quem se atreve a pegar o guarda-chuva e a sair na tempestade, para quem lembra do que aconteceu no triste passado e por isso caminha com esperança hoje para construir um amanhã diferente. Tudo pode permanecer do mesmo jeito, mas você mudou!
Para onde Deus me conduzira este ano? Não sei. Mas posso dizer que escolho ter um ano novo e uma vida nova. Para quem tem acompanhado um pouco da minha vida nos últimos meses sabe o quanto esta decisão é fundamental.
É como se eu tivesse entrado num parque de diversões. No começo só fiquei a olhar timidamente. Mas não me contentei em simplesmente ver sem experimentar. E agora, cá estou. Ano novo e vida nova, sim!
Escolhi um "brinquedo" que me parece divertido, sei que darei boas risadas e terei ótimos momentos. Mas sei também, que em muitos momentos ficarei com medo, chorarei angustiada, gritarei de desespero e terei vontade de desistir. Contudo, já dei meu passo de fé: entrei no brinquedo e apertei o cinto. Agora escolho confiar no Papai e deixar que Ele conduza esta aVeNTuRa!



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