quinta-feira, 27 de maio de 2010

.a.CaiXa.CoLoRidA. (PARTE I)

Ela tinha uma caixa. A caixa era dela. E lá dentro tantas alegrias. E lá dentro tantas tristezas. Segredos. Medos. Vergonhas. Sorrisos. Sonhos. Frustrações. Tempos bons e ruins. Cartões dos melhores e dos péssimos. Mas nada fora compartilhado até aquele momento. Estava tudo bem guardado, fechado e escondido dentro da caixa colorida.
Não que não houvesse o interesse em abri-la. Mais que isto. Havia a necessidade. Mas na mão de uma criança a chave acaba se perdendo. E foi assim que aconteceu. Dessa forma ninguém a havia encontrado. Não que não tivessem procurado a tal chave, mas acho que no fim ela não queria encontrá-la. E por isso, depois de um tempo, não pediu mais ajuda a ninguém.
A caixa colorida de fita larga e vermelha continuou lá. Fechada. De alguma forma ela conseguia colocar coisas dentro da caixa, mas sem a chave ela não conseguia abri-la para tirar ou rever essas e outras coisas. A caixa colorida estava fechada com o laço, mas só uma chave poderia destrancá-la. Sim, tudo muito confuso. Porque, de certa forma, ela também era assim. Sua caixa era como ela, ou ela era como sua caixa. Ninguém sabia mais ao certo, nem ela mesma.
E lá, perdida em algum lugar, ficou a caixa colorida. Ela sempre ia visitá-la para guardar alguma coisa. Mas nunca mais tentara abri-la até então. Na verdade, ela ficou anos sem se quer contar a alguém que guardava uma caixa colorida. Os novos amigos não sabiam da existência dela, e os velhos já achavam que a caixa colorida era só uma invenção fantasiosa.
Mas um dia, por mais bem elaborada que seja, a endrominante retórica não convence mais ninguém. Por isso ela se cansou de tentar convencer a si própria. Sem discursos para se apoiar, ela já tinha decidido que tudo acabaria de vez. E o que nem se quer começara encontraria seu fim. Foi quando ela se lembrou da caixa, era a única coisa que talvez a ajudasse a querer continuar vivendo ou lhe mostrasse até o que era viver. Então, ela quis desesperadamente abrir a caixa, a sua caixa colorida. Precisava disso mais que antes. Mas, e a chave?
(continua...)

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Em 27 de outubro de 2009.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

.InEsPeRaDa.RoTinA.

Ás vezes não esperamos nada
Escovamos os dentes
Colocamos o tênis
E caminhamos pelas ruas.

As vezes o inesperado acontece
Um estranho diz “olá”
Esquecemos o guarda-chuva
Ficamos sem dinheiro para o ônibus.

As vezes corremos como loucos
Vaidade quer vaidade
Mas as vezes, inesperadamente,
Esperamos...
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

"...SenTaR & sE aQuieTaR..."


Comtemplar.
Parar, sentar, observar e perceber a beleza no simples.
Contemplar é o que nós falta. Hoje só admiramos. Admiramos grandes feitos, grandes construções, grandes conquistas. Ficamos perplexos e admirados. E ficar admirado não é ruim.
Mas pracisamos nos voltar para o simples. Para as gostas da chuva nas folhas dar árvores, para o vento bagunçando o cabelo, para a sensação de andar descalço nas pedrinhas, para a cócega que uma minúscula formiga pode fazer ao andar em nosso braço, para o céu azul "limpinho" (sabe, quando não tem nuvem), e para o som do trovão.
Simplesmente comtemplar aquilo que acontece em nossa volta todos os dias, mas estamos tão ocupados com nossa admiração em feitos grandiosos que nem percebemos. Precisamos sentar, tranquilos, para cotemplar o pôr-do-sol ou para "ouvir" a grama crescer.
Parar, sentar, contemplar.
Contemplar a natureza, sim. E contemplar aquilo que mais nos passa despercebido: as pessoas. Como diz o poema: "Oh, Deus! Que amor é este que Tu tens? De nos ter como o bem mais precioso de todos os teus bens?" Contemplar as pessoas é perceber a simplicidade da complexidade humana, e nesse contemplar perceber Deus. Pois Ele se manifesta nas obras criadas por Ele, mas é nas pessoas que Deus habita.
Então, convide uma pessoa, sua mãe, irmão, primo, namorada, melhor amigo, para contemplar a beleza no simples da vida. Parem, sentem-se e contemplem.
Ainda há tempo. Amanhã há um outro pôr-do-sol.
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sábado, 1 de maio de 2010

.pOemiNha.BáSicO.

Não se vá
sem motivos
Não se entregue sem conselhos
Há uma rua mais excelente,
ainda que o caminho seja mais estreito.
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27.3.10.